sábado, 19 de junho de 2010

A Costa Oeste tem o Blues

Arrastei-me, com a minha caveira cheia de canha canalha para jogar umas palavras deconexas nesse ilustre blog, fruto de um brilhante cara que 3 por 4 me oforece um copo de whiskey.
J.S.
Obrigado pela segunda oportunidade de escrever aqui. Saiba que me sinto lisonjeado.
Então, minhas apresentações, sou um garoto de cabeça musical.
Estive por aí por muitos, muitos anos
Roubei a alma e a fé de muitos homens

Estava por perto de São Petersburgo
Quando vi que era a hora de uma mudança
Matei o Czar e seu ministros
Anastácia gritou em vão

Montei em um tanque
Mantive a posição de General
Quando a guerra relâmpago estourou
E os corpos federam

Prazer em conhecê-lo
Espero que adivinhe meu nome
Mas o que está te intrigando
É a natureza de meu jogo
(Quem? Quem?)

Felizmente, não sou o capeta, mas meu gosto musical sempre me levou para o lado que os avós sempre olham torto. E uma dessas ramificações musicais se desenvolveram do, oh meu deus, o blues! Sim, essa súplica, esse desejo que corrói por dentro, o nome tristeza para o blues, as palavras sôfregas de gente negra e de gente branca, de BB King com o Eric Clapton, o Muddy Waters e o pai de toda a musicalidade suja e alcolátra: o Robert Jonhson, que mesmo com uma vida curta, tocava solitário seu violão de forma fenomenal, nas remotas épocas dos anos 20.
E que musicalidade se lança por sobre o ar... Uma gaita de boca, um violão rachado, e amizades que vivem penduradas em garrafas e em dias abafados.
Eu nunca visitei São Francisco, nem Nova Orleans, mas essas musicas me remetem coisas boas, e fazem parte da trilha sonora da minha vida, e que gostaria de compartilhar com todos por aí, noite afora.

É um corte de faca com fio, sim, mas vamos dar a lambida nessa faca, e não fazer a grandilissima pau no cuzisse de não comentar nesse blog, de tirar tudo que se tem de bom das palavras do escritor, de deixar a mente vagar sem preocupação...

Lembranças aos associados de olhos nos tornozelos.
Aqui o mundo silencia.




1 comentários:

Jou disse...

No final das contas, caro amigo, o que importa não é como os heróis nascem, nem como eles morrem; só importa o jeito que eles viveram suas vidas.

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