domingo, 6 de junho de 2010

You've been thunderstruck

Vivemos, atualmente, num mundo sombrio e de trevas, aonde a música ruim predomina: Cantores modistas que são incompreensivelmente adorados por suas fãs adolescentes carentes (Justin Bieber, Luan Santana), nos quais a única explicação plausível que se encaixa é que eles tenham achado a fórmula de vender sua alma ao Diabo. (reler Sympathy for the Devil)
Bandas com nomes que parecem títulos de cerveja de baixa qualidade – e quente – (Cine, Restart) as quais, aparentemente, tentam mesclar todas as cores do arco-íris em seu vestuário. Também há a teoria de um grande amigo meu dizendo que, na realidade, eles são seres extraterrestres que estão tentando achar uma fórmula de dominar a juventude terráquea. E, aparentemente, acharam! Basta se vestir da fórmula mais ridícula e cantar o mais desafinado possível qualquer coisa “emocional” que todas e todas – salvo raras exceções – o amarão. Já eu acredito que eles são alguma espécie de praga do apocalipse moderno. Algum tipo de monstro que escapou quando a desavisada Pandora abriu sua caixa, talvez. Vejam, eu estou apenas tentando achar uma explicação que faça sentido, pois estou mais disposto à acreditar que o próximo presidente brasileiro mudará tudo para melhor ou que o Irã usa urânio “apenas” para criação de energia do que crer que as pessoas realmente consideram o que esses seres cantam seja realmente bom. Simplesmente me nego a acreditar que os “fãs” destas “bandas” sintam-se felizes os ouvindo. Luto, aqui, para achar uma resposta mais consistente, como algum tipo de complô envolvendo vendedores de roupas coloridas, cabeleireiros de franjas emos, maquiadores amadores, psicólogos infantis e vendedores russos de vodka.
E então qual seria a chave para o extermínio desta praga? Esta chave tem nome, um nome bem conhecido: rock and roll! Nada mais eficiente, sei eu, para o fim de música de baixa qualidade do que um bom som. E, por favor, quando eu me refiro à rock and roll não estou falando de Fresno, NX zero e afins – o que seria uma injúria imperdoável pelo Sindicato do Rock, punível com show da banda Djavu em praça pública – mas sim de grupos como AC/DC (veja a brilhante obra de arte de um grande amigo no final do post) Guns and Roses, Ramones, Pink Floyd, Rolling Stones... Vejam, não estou dizendo que os únicos sons bons provêm destas bandas; estou afirmando que as músicas destas bandas são os melhores antídotos contra qualquer tipo de asneira pop ou emo. Então, no infeliz caso de você ser “picado” (uí!) – no sentido figurativo, claro – por algum power pop ou gêneros em algum perigoso shopping por aí, peça no hospital doses de 100 decibéis de um bom e velho mullet rock’n’roll.

Agora, no intuito de prevenção, o blog fará um serviço de utilidade pública: uma pequeno texto sobre as características dos perigosíssimos emos. Leia atentamente, pois talvez ela possa salvar sua vida, qualquer dia...

“Emos são criaturas estranhas que têm com habitat, principalmente, shopping centers e em alguns casos, praças. Andam em grupos, variando de 3 a 15 integrantes, e são de fácil identificação, pois sempre usam roupas que os destacam dos demais. Quando atacam em grupo, podem ser perigosos, causando, entre outros sintomas: dor de cabeça causada pelo choro irritante deles; irritação extrema por conta dos xingamentos como “cara de mamão”, “bobalhão”, “bacacão”, entre outros; podem ocorrer manchas avermelhadas por toda sua pele se você bater neles a ponto de fazê-los sangrar em demasia; Existem sub-variações, como power pops, que são uma espécie de emos coloridos. Diferenciam-se dos outros por usarem acessórios ridiculamente chamativos e coloridos. Também há os posers, que são de uma índole pior: apenas se fingem dessas criaturas, como uma cobra-coral falsa, por exemplo. Dizem que gostam de uma banda mesmo nunca tendo ouvido-a, falam que adoram um filme mesmo nunca o tendo visto. Têm as mesmas características de um emo padrão, mas talvez sejam mais perigosos por ainda não serem definidos. Prevenção: manter-se afastado de shoppings, e o mais importante, seja um indivíduo normal¸ que não quer chamar toda a atenção a cada passo dado. Extermínio: Rock and roll em volume altíssimo vem mostrando alta eficácia, segundo estudo realizado pela FFA (Faculdade Federativa do Acre). Também existem métodos mais caseiros, como colocá-los para limpar o quintal, trabalhar, castigo, levá-los a um prostíbulo, etc.” Texto retirado do livro “Guia prático de sobrevivência às pragas modernas, volume 1” escrito pelo doutorando em sociologia Nathan J. Aschilleon.
P.S.: Bom, esse foi um texto ofensivo e preconceituoso, então se você se sentiu ofendido, tem duas opções: me xingar muito pelos comentários ou twitter, ou tentar ser maduro o suficiente para levar na esportiva, escrever um texto mil vezes melhor que o meu, publica-lo em algum lugar famoso para então depois rir da minha cara.
P.S. 2: Infinitos agradecimentos ao meu grande amigo I. E. R., autor do desenho abaixo.



0 comentários:

Postar um comentário