Gosto de pensar que aquele antigo eu morreu no mesmo instante que o meu novo eu nasceu. Não foi algo belo e poético como o renascer de uma fênix; foi doloroso, foi corrosivo. Um, literalmente, processo autodestrutivo. E o que nasceu, para minha surpresa, é exatamente igual ao o que era. Incrivelmente, não houve mudanças, aconteceram adaptações.
E eu, já adaptado, reconstruído e preparado, me lancei de volta à vida. Mantive as aparências, como de hábito. Nada pior de que, além de estar quebrado, ter que explicar a todos o porquê disso. Se tenho que sofrer, ao menos vou sofrer em paz. Sem descanso, nem glamour, nem plateia. Apenas um estável e limpo “em paz”.

2 comentários:
aaaaaaaah, eu já tinha lido :D maravilhoso!
Obrigado pelo comentário, cara Nicole
Você foi a primeira pessoa a ler esse texto! E realmente não entendo como conseguiu compreender algo escrito com a minha letra, mas conseguiste.
A propósito, obrigado por aguentar minhas doideras, como escrever um texto sem motivo algum, durante uma aula de história.
Postar um comentário