É muito desconfortável saber que existem algumas coisas que estão fora de seu controle, mesmo estas podendo mudar tanto em nossas vidas. O conhecimento da condição humana de não poder dominar certos fatores pode ser avassaladora, e para muitos, é. Não importa o quão inteligente, bonito e rico você seja, sempre haverão situações inevitáveis. Até porque você não rege sua vida solitariamente; você é o maestro, mas também têm músicos para moldá-la de forma inimagináveis.
Afirmações trazem perguntas, e a questão mais óbvia é: “Então, já que não temos o controle absoluta de nossas vidas, o que fazer?” Creio eu que só há uma solução para esse problema, e essa solução é estar preparado. Estar um passo à frente do que quer que seja, tomar decisões já premeditadas. O fato de estar preparado pode definir se você irá ou não sucumbir às variáveis de sua vida. Já que você não pode impedir uma guerra, ao menos esteja armado – e treinado – para lutar nela, ou então seu fim não será difícil de prever: fracasso.
Mas como me preparar para algo que eu nem sei o que é, que eu nem imagino os efeitos que possa causar? Existem 1,5 kg de gordura em sua cabeça; algumas culturas chamam isso de cérebro. É isso que te faz único, a sua irrevogável capacidade de pensar. E se você usá-lo sabiamente, poderá sempre saber o que acontece ao seu redor, mesmo que nada esteja ocorrendo ao seu redor. A habilidade que seu cérebro tem de prever situações ruins – e até perigosas – é realmente um dom. “Refletir” não é apenas uma palavra bela para livros de filosofia ou dicionários de português; é um verbo que define a inata amplitude que, se quisermos, poderemos ter de nossas vidas. Então, caros leitores, reflitão.
Seríamos completamente anormais se, de alguma forma ou outra, nos acomodássemos em nossas condições. Estamos todos aqui com o propósito de contestar, de lutar por aquilo que cremos ser nosso por direito. E, ao menos eu, acredito que devemos lutar pelo controle de nossa vida. Devemos mudar as invariáveis, quebrar as equações que insistem em dizer aquilo que temos que fazer. É nosso direito, é nosso dever, pois nosso destino cabe justamente a nós. Sempre haverão pessoas para mudá-lo, e sempre haverá você mesmo para reconduzi-lo a seu verdadeiro caminho.
Não há dúvidas que a comodidade é o caminho mais fácil. Crer em um poder insuperável e inigualável regendo a sua vida de forma imutável é muito mais cômodo do que acreditar que a mínima decisão que você – e, às vezes, nem mesmo você – tomar pode e irá alterar todo e qualquer futuro que você virá a ter. E muitos sucumbem a essa comodidade. Muitos esquecem que o seu propósito de viver sempre foi lutar por aquilo que acredita, e não batalhar em guerras que não são suas; o propósito de existir está naquilo que fizemos, no legado que deixamos para trás. Porque, depois de tudo, o que restará de nós serão apenas memórias.
Então, na próxima vez que uma condição for imposta a você contra sua vontade, pense, incansavelmente, sobre suas escolhas. Pense que na mesma proporção que há coisas que você não pode mudar, há as que você pode. Na mesma escala que existem caminhos inevitáveis, sempre existirão atalhos perigosos. Para toda imposição absoluta, haverá um questionamento exato. Nossas decisões formas nossas escolhas, e nossas escolhas os nossos destinos.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
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