Eu não entendi muito bem o que aconteceu, mas não me importei; a compreensão é um privilégio que não me concedo. Mas fui forte o suficiente para entender o que perdi, tudo aquilo que foi embora. Foi só você quem eu perdi, mas já como você era meu tudo, pode-se considerar que sim, eu perdi tudo. Bom, perdi não é exatamente a palavra certa, já que você foi embora, por sua escolha. Não se pode perder algo que nunca foi seu.
Foi minha culpa, admito. Seria muita covardia minha dizer que a culpa foi sua. Quero dizer, qual é a sua culpa de eu te amar? Que culpa você tem se eu te amo? A tua culpa é não me amar de volta, este é o teu pecado. Mas já que você é uma pecadora, não posso dizer que isso é uma falha exclusivamente sua; amar é uma concessão.
A tristeza não veio; ela já estava dentro de mim. Bom, pelo menos a verdade, a nua e crua verdade, the ugly truth, veio à tona. Veio e derrubou tudo, quebrou todas as regras, fez todos de bobos. Mas, para ser sincero, não consigo admitir que menti, já que, diariamente, dizia um “Eu te amo”, e sempre o recebia, extasiado, de volta.
Então entra aqui a esperança. Como sempre, ela é o último suspiro, a última chance. Enquanto meu coração bater, ela baterá por ti. Te prometi que te amaria até o fim, e é isso que vou fazer; não quebro minhas promessas, não tão facilmente. Posso até ter ido embora, para o nunca mais. Você só voltará à minha vida com uma simples condição: me amar na mesma proporção que eu te amo. Mas só porque você não está aqui, não significa que você foi embora.
Quem sabe um dia eu acordo e percebo que tudo não passou de um sonho, então lhe encontro na cama do quarto ao lado, sorrindo, escolhendo se deve dormir ou se deve comer. Levo-lhe um café na cama, e você agradece de volta, com o teu mais simplesmente sorriso. Então você me beija, com juras, e eu vou ao céu; só então eu te abraço forte, e não te largo nunca mais.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
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