Em minha vida, existem dois grupos distintos: as pessoas que são especiais, e as que se tornaram especiais.
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que tu cativas”, já dizia O Pequeno Príncipe. As me pessoas que se tornaram especiais, a meus olhos, cativaram-me pouco a pouco, dia a dia, com risos e alegrias. Me conquistaram, literalmente. Aprenderam a lidar com minhas manias, aprenderam a apreciar as minhas loucuras. E sempre estão lá, prontos para uma risada ou uma lágrima, um desabafo ou um abraço. Gostam de mim por escolha, uma opção que o livre arbítrio proporciona. Por isso que se tornaram especiais: porque os amo, uns dias mais, outros menos, mas sei, absolutamente, que posso contar com eles.
E, o outro grupo, é simplesmente especial. Não precisaram me cativar, nem me aturar, e nem necessariamente gostar de mim. Mas eu simplesmente amo-os, sem motivo. Amo por amar? Talvez. Tive escolha? Possivelmente. Mas não importa, são minhas constantes absolutas, e fico feliz por amá-los. Fico feliz por saber que ainda lá, escondido, habita um coração solitário, mas que, por mais pateticamente que seja, ainda corajosamente bate.
Bom, corajoso leitor que até aqui chegou, sei que esse não é o tipo de coisa que gostaria de ler, mas esse é o tipo de coisa que eu precisava escrever. Me perdoem se os decepcionei, mas não isso nunca foi uma escolha, sempre foi uma condição.
quinta-feira, 25 de março de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)

0 comentários:
Postar um comentário