O calor do seu corpo parece queimar a sua roupa enquanto ela dança. A vibração do seu corpo é tão intensa que você consegue senti-la, percorrendo todo o seu corpo. Sua pele morena, queimada pelo sol. Seus longos e lisos cabelos loiros. Ela simplesmente te leva a loucura. Seu corpo escultural, perfeitamente... perfeito. E o modo como ela dança, com seu justo e suado vestido de seda. A vibração dela parece o mais louco show de rock.
Seu corpo parece uma guitarra, perfeitamente afinada. Suas curvas parecem cordas, que tocam ácidas e harmoniosas notas, no ritmo de sua dança. Sequências bem ritmadas de notas altas e intensas. Simples, como um bom e velho punk rock. Etéreo, simbólico, como um bom metal. Yeah! Ela destrói sua mente, sua humanidade. Te faz querer quebrar tudo, e todos. Te faz querer pular, gritar, dançar...!
Ah! Irmãzinha... ... Ainda me lembro quando brincávamos juntos. Lembro que fui eu quem te deu esse apelido, “irmãzinha”. Você era pequena, e frágil. Tudo que eu queria era te proteger. Você era a irmã mais nova, que eu sempre quis, e nunca tive. Há! É engraçado! Estamos cometendo o mais pervertido dos pecados. Mas dane-se!! Isso é tão bom... ...!
Suas quentes mãos atravessando meu corpo, queimando minha pele. Sua boca macia, seus lábios vermelhos. Sua língua molhada, dilacerando minha pele, queimando meu rosto. Seu beijo ardente, como um beijo de uma garrafa de whisky, que desce minha garganta, queimando todo o meu corpo por dentro, me fazendo explodir de tesão, me fazendo perder o controle. Seus cabelos caídos sobre meu peito. A bateria violenta do Rock, as notas rebeldes e agressivas das guitarras. Toda a galera pulando, no meio da insana “roda punk”. Baldes de adrenalina correndo nas minhas veias, disputando lugar com litros e litros de álcool. Sangue não tem mais lugar ali. E as letras, que entram na sua mente, e te fazem delirar de um modo que só você entende. No meu caso, toda a música se resumia a uma palavra, dita bem baixinho, no meu ouvido: “Irmãozinho”... ...
Finalmente, chega a ultima música. A melhor, e mais curta do show. Mas o tempo não corre. .. Você entra num estado de semi-transe, onde o tempo simplesmente parece mover-se, aleatoriamente, de um lado para o outro, mas, ao mesmo tempo, sem sair do lugar. Enfim, o ápice do show. A ultima nota. Delírio... Somente.
Eu e minha irmãzinha, ali, deitados lado a lado. Só o que sobra é o êxtase extremo, que só se sente no final do show. A respiração ofegante, as pernas trêmulas, resultantes das imensas doses de adrenalina. E a incessante sensação de “quero mais”. Mas o show não acabou realmente, não é? É hora do “encore”!!

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