Cansei de esperar uma postagem do J.S., por isso, sentado no meio fio da calçada, resolvi largar a garrafa de suco do conhecimento e escrever eu mesmo algo neste blog. Pobre J.S., acuado por sombras malignas em algum lugar pelas ruas de Liverpoldo...
Cansei tambem de me preocupar em achar algo pelo qual lutar, brigar e ir de contra ao governo, assunto que foi abordado no círculo de bêbados que preeche de mafofa e alegria as salas técnicas do inferno do colégio interno Prufrock.
"Ah cara, eu continuo com a ideia de pixar lugares públicos. Mas não pixações escrotas, sem sintido, com o nome de alguém. Eu quero é escrever uma frase de efeito que se prenda na mente de quem ler! Tipo... tipo algo anárquico, ou sei lá como é isso..." Foi o que Peroba disse, e é claro que o restante tentou seguir o raciocínio alcoolico dele, para não se perder na caminhada. Eu ainda estava sentado do lado dele quando ele lançou as palavras pro ar.
"Lutar pelo o quê, afinal?" Mestre Chuck interveio.
E eis que a pegunta ficou pendurada.
"Vivemos num país livre, com direito de ir e vir, de ver um jogo de futebol, de beijar em público, de estudar e viajar. Temos um presidente sem dedo que vê o mundo como um grande torno com problemas elétricos, e ajusta os parafusos, pode até não ser com muita precisão, ou sem falhas, mas satisfatóriamente" Brambilla falou, e acrescentou em seguida " a gente não tem do que reclamar. Imagine se fosse a ditadura ainda... não poderiamos beber em paz, nunca, nem ficar bulinando as vagabundas nas praças, não poderiamos cantar Rock Rocket..."
"Mas eu estou cansado disso! Tenho a impressão de sermos um bando de caretas quadradões que não lutam por seus direitos!" e acredito que o Peroba continua batendo pé até agora.
"Imagina a Coréia do Norte! os caras nem puderam ver a copa!" Mestre Chuck disse. "Você tá vendo coisas... Toda geração acha que é mais fraca do que a anterior, admira-as e tenta se sobressair quanto a elas, sendo que todas vão dar no mesmo lugar."
E então a mente de todos travou, e deu uma sede filha da puta.
"Vamos pichar" Peroba disse. "Vamos detonar estes power pops, e esse governo do caralho!!"
e então vi que a história acabou por aí.
Tudo o que restou foi a ausencia de memorias para com os grandes heróis políticos, e seus inicios de carreira, tumultuados, torturados, pobres e famintos. Claro que a saúde daqui está uma merda, e que agora vamos tirar dos bolsos uma grana preta pra fazer estádios, melhorar a aparencia das cidades para a Copa, mas para a COPA, para TURISTAS, tudo que faremos é dar um pontapé e fazer tudo às pressas, montar um cenário de papelão barato para enganar os gringos, e depois de terminada a copa, fim.
Podemos olhar para Cuba e Coréia do Norte, pessoal que não tem descanso por serem amaldiçoados só por terem nascidos lá. e Podemos olhar tambem para Europa, legal... Amsterdam... Chapada.
Podemos olhar para o Brasil, e ver os problemas que todos países tem, e podemos colocar na balança com as coisas boas que temos por aí... Temos ainda dinheiro para comprar um pc, pagar net e escrever num blog... podemos estudar e muitos ainda desprezam isso, podemos trabalhar, tentar crescer... as ruas são nossas até de manhã cedo... e quero ver se nós, homems e garotos, iriam gostar de ver todas as garotas do Brasil usando aquela porra de Burqa das árabes... e alimentar o sonho de acabar a vida com uma bomba amarrada no peito, em nome de Allah.
No final das contas, nós somos um monte de cazuzas... bons brasileiros... com a arte de amar, a cachaça no bar, e a cabeça cansada de pensar...
Vamos pichar o quê?
sábado, 17 de julho de 2010
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1 comentários:
Alguém lhe disse que você é genial, garoto da cabeça musical?
Meu caríssimo amigo Ícaro, o rapaz que insiste em ouvir minhas histórias sem sentido durante um tempo preocupantemente longo. Temo por sua sanidade, meu caro.
Mas mesmo assim, você ainda é gentil - e genial - a ponto de vir aqui e escrever em meu humilde blog, que anda tão jogado às traças por conta de um problema internético.
E bendita seja a T1, por nos proporcionar conversas tão incríveis e sem sentido, mas afinal, quem precisa de sentido?
Abençoada seja a T1, por nos unir e deixar-nos com um espaço em um sala técnica qualquer para nosso debates épicos e sem fim.
E viva a T1, a turma que somos nós, pelos comas, pelas piadas, brincadeiras, pelos pactos, enfim, pelo sangue no jornal.
Quem precisa pichar alguma coisa quando todo santo dia pichamos à nós mesmos com marcas que não sairão tão cedo?
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